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Open Banking, conhece?

12/12/2019

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No início da semana, em nossa sede de Curitiba, recebemos uma comitiva da Acelera Varejo para discutirmos sobre novas oportunidades de negócios advindas do Open Banking.

De forma simplificada, o Open Banking reflete a metodologia e conceituação de um sistema bancário aberto, descentralizado e patronizado, de modo que os dados bancários do cliente passam a ficar à disposição de terceiros, mediante autorização do titular. Na prática, a sistematização se dará por meio de APIs (Application Programming Interface), que são basicamente interfaces que ficarão disponíveis para que terceiros conectem suas soluções e consumam os dados do banco que hospeda os dados.

Munidos de tais informações, os interessados do setor passam a ofertar novos produtos com maior assertividade e objetividade. Para as Fintechs, em especial, é o inicio de um berço ainda mais fértil.

Com isto, uma gama gigante de novas oportunidades de negócios surge, como, por exemplo, a avaliação de crédito utilizando o histórico bancário do cliente e o gerenciamento financeiro da empresa em uma única plataforma bancária que centralize informações de todos os bancos, comparação das tarifas aplicadas pelos bancos, dentre inúmeros outros.

O intuito desta nova forma de estruturação é que o consumidor tenha acesso a uma maior variedade de oferta, democratizando e descentralizando o acesso ao sistema bancário. Para os bancos, mais do que nunca, se espera um aumento significativo da concorrência, já para os consumidores, se espera a prestação de serviços melhores, mais digitais, e com custos menores.

O primeiro país a adotar este modelo foi o Reino Unido, em agosto de 2016. Por lá, os frutos já estão sendo colhidos, com o volume de investimentos em Fintechs saltando de $600.000.000 em 2016 para $1.500.000.000 em 2018, de acordo com a Crunchbase Insights. Após o sucesso da iniciativa no Reino Unido, vários outros países estão seguindo neste caminho, como Estados Unidos, Austrália, Nigéria, e, é claro, Brasil.

Por aqui, o Banco Central do Brasil está com Consulta Pública aberta para ouvir os interessados, e, após, consolidar a Resolução que definirá as bases para o avanço do Open Banking no Brasil. Em parceria com o Roldofo Farias da Fintech Leminy, a Melo Advogados Associados, em nome da Acelera Varejo, irá elaborar carta com recomendações ao Banco Central sugerindo adaptações ao texto original da Resolução.

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Na foto, nossos parceiros de novos negócios: Yuri (Loop Food Sandwiches), Gean (Los Paleteros e Coordenador do Acelera Varejo Paraná) , Gilbert (Los Paleteros), Angelo (Balaroti), Helton (Mercado Verde Mais), Marcos Nagano (10 Pastéis), Rodrigo (Bubble Mix), Rodolfo Farias (da Fintech Leminy), além dos representantes da Melo Advogados Asssociados, Yan Cesar Rodrigues de Melo e Sabrina B. Cavallari.

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